segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Energia Elétrica - Setor


Na tabela acima, apresento os indicadores atuais (fechamento 20/8/10) das principais empresas do setor elétrico que possuem ações na Bolsa. Abaixo farei breves comentários sobre os balancetes apresentados por estas empresas.
AES Tietê: Há no mínimo oito trimestres a empresa apresenta receita bruta acima dos R$400 milhões. A inconsistência do resultado financeiro traduz em variações do lucro líquido ao final dos trimestres. Apesar dessa instabilidade neste resultado especificamente, a empresa possui ótimos indicadores, é transparente e estável, além do pay out (100%) ser regular e ser uma característica benéfica à empresa. Certamente uma das melhores empresas do setor.
Coelce: A maior característica dessa empresa são os "gordos" e regulares dividendos pagos ao final de abril nos últimos anos. A consistência dos resultados e do crescimento da empresa refletem também como fatores positivos, além dos indicadores atuais.
Cemig: Mesmo com a política agressiva de aquisições nos últimos anos, a empresa parece não apresentar grande atratividade ao mercado neste ano apresentando rentabilidade negativa. A dívida bruta sobre o patrimônio e a liquidez corrente encontram-se em valores confortáveis no momento. Entretanto, outros indicadores não são atraentes no momento em comparação com a média do setor.
Cesp: Parece que a maior atratividade dos investidores na empresa é o fato do tucano Geraldo Alckmin vencer a eleição para o governo de São Paulo. Isto daria continuidade ao processo de privatização da empresa já iniciado no governo Serra. CESP6 possui 100% de tag along e o valor estimado em 2008 girava em torno dos R$48,00. Vale a aposta? Cabe a cada um decidir o custo de oportunidade. O upside neste preço estaria em torno de 80% com o preço de fechamento da última sexta feira.
Copel: O "risco Roberto Requião" parece afugentar muitos investidores da empresa. Assim como no caso da CESP, os investidores devem aguardar as eleições deste ano para a tomada de decisões. Indicadores relevantes no setor elétrico como DY e EV/EBITDA também fazem do ativo pouco atraente no momento.
Eletropaulo: Uma das melhores empresas do setor no momento. Apresenta resultados crescentes e consistentes, além dos eventos não recorrentes estarem sendo corriqueiros nestes últimos trimestres inflando ainda mais os bons resultados operacionais. Indicadores como P/L, PSR, DY, ROE, EV/EBITDA atuais apresentam o porque da rentabilidade do ativo no ano estar bem acima da média do setor. O fato que pode trazer preocupações ao investidor da empresa é a dívida que a Eletrobras cobra da Eletropaulo no valor aproximado de R$1 bilhão a ser julgado em breve e que pode modificar o panorama das ações no curto prazo.
Eletrobras: Balancetes instáveis a cada trimestre dão o tom aos ativos da empresa. A dificuldade em saber o que esperar a cada trimestre traz certa desconfiança aos investidores de médio a longo prazo. Após a distribuição dos antigos dividendos, parece que a atratividade dos ativos da empresa caiu consideravelmente. Entre todas empresas do setor, é a pior em termos de rentabilidade em 2010.
Celesc: Apesar dos bons resultados dos últimos dois trimestres e dos indicadores atuais atraentes, a parte administrativa da empresa deixa muito a desejar sendo até criticada por grandes acionistas da empresa. Deverá ser difícil no curto prazo a empresa se tornar atraente.
CPFL: A empresa com melhor rentabilidade em 2010 do setor. Os últimos dois trimestres apresentaram bons resultados principalmente com melhora significativa do resultado operacional. Pelos indicadores atuais, o ROE é o que mais chama a atenção pela lado positivo.
Energias do Brasil: Apresenta resultados consistentes e crescentes. Em termos de indicadores atuais, a empresa é a que mais se aproxima em todos citados no anexo acima com as médias do setor apresentadas.
Equatorial: Difícil fazer qualquer análise nesse momento para empresa. No próximo dia 25 as ações da empresa passarão por uma cisão entre Equatorial e a empresa Redentor. Apenas como explicação para a cisão, para cada 100 ações de EQTL3 que o acionista possuir em 25/8/2010, irá receber 100 ações de EQTL3 e 100 ações de RDTR3.
Light: Ao preço corrente, a maior atratividade da empresa fica por conta dos dividendos, além do P/L também estar abaixo da média do setor. Pelo lado negativo, ficam as multas e a exposição negativa da empresa pela mídia por conta de problemas operacionais.
Tractebel: A empresa apresenta a Receita Bruta crescente e constante. Além da margem líquida e do ROE, nenhum outro indicador na tabela acima apresenta grande atratividade no momento.
Transmissão Paulista: Em relação aos indicadores atuais, o DY dos últimos doze meses é o que mais apresenta atratividade no momento. Além deste indicador, o P/L também chama a atenção de forma positiva.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Indicadores Fundamentalistas

Foi comentado algumas vezes neste Blog a importância de indicadores como P/L, VPA, ROE, ROIC, Dívida Bruta, PSR, DY, Liquidez Corrente,..., para a seleção de uma carteira de ações. Porém, muitas vezes, o significado destes indicadores fica aquém do conhecimento. Para tanto, apresentarei abaixo como funcionam e de onde provem estes dados.

P/L - Relação preço atual da ação dividido pelo lucro da empresa. Quanto menor o valor, mais interessante. O indicador, na maioria das divulgações aparece como o valor dos últimos 12 meses. O P/L considera que caso o lucro da empresa permaneça constante ao longo tempo, o investidor poderá receber de volta o capital aplicado inicialmente. Como exemplo é possível citar a empresa X que possui P/L=8. Isto significa que, na teoria, o investidor poderá reaver o capital investido em 8 anos caso o lucro da empresa permaneça constante.

VPA - Valor Patrimonial por Ação que se dá pela divisão do valor do patrimônio líquido dividido quantidade de ações. O patrimônio líquido representa a diferença, no balanço patrimonial de uma empresa, entre o valor dos ativos e dos passivos e o resultado de exercícios futuros. O patrimonio líquido é dividido em Capital Social, Reservas de Capital, Reservas de Reavaliação, Reservas de Lucros e, Lucros ou Prejuízos acumulados. Através de uma equação é possível identificá-lo como: Patrimônio Líquido = Bens + Direitos - Obrigações.
Para fins de analise, é utilizado o P/VPA (preço da ação dividido pelo valor patrimonial por ação), onde o valor se torna atraente, na maioria das vezes, quando há um valor abaixo de um. Isto não necessariamente é uma regra, pois há diversas ações de empresas que possuem um P/VPA historicamente abaixo de um.

ROE - Return On Equity ou Retorno sobre o Patrimônio. O retorno sobre o patrimônio líquido engloba três fatores que fazem parte da administração de uma empresa: lucratividade, administração de ativos e alavancagem financeira. Entendendo o retorno sobre o patrimônio como uma composição desses três fatores, o investidor pode ter uma idéia do potencial e da capacidade administrativa da empresa. Para se calcular o ROE, multiplica-se a margem líquida de uma empresa por seu giro de ativos e pela sua alavancagem financeira: ROE = (lucro líquido/vendas)*(vendas/total de ativos)*(total de ativos/patrimônio líquido) = (Lucro Líquido/Patrimônio Líquido).
Um valor interessante para investidores pode ser considerado um valor acima da taxa de juros no período corrente para investidores mais conservadores, ou acima de 15% em períodos consecutivos para investidores idealistas.

ROIC - Indicador de análise financeira que mede o retorno sobre o capital total investido na empresa (pelos acionistas e por terceiros). O capital investido é definido como a soma do patrimônio líquido (acionistas) e da dívida de longo prazo (terceiros) da empresa. Pode ser também descrito como a relação entre o resultado operacional amplo (líquido de IR) e o investimento total empregado.
Um valor satisfatório para investidores encontra-se acima de 10%.

Dívida Bruta - É a soma de todas obrigações financeiras (empréstimos, debêntures, títulos de renda fixa, etc..) de uma empresa, sejam elas de curto ou longo prazo. Deste montante devem ser deduzidas as disponibilidades da empresa, ou seja, a soma dos instrumentos que podem ser considerados como papel moeda. Um indicador muito utilizado no mercado acionário considera a dívida bruta pelo patrimônio líquido. Qualquer valor abaixo de um neste indicador se torna mais interessante ao investidor.

VF/LAJIDA - O valor da firma é calculado através da soma do valor de mercado da empresa com o seu endividamento líquido, isto é, dívida total menos o caixa da empresa. LAJIDA é o mesmo que EBITDA em português e reflete o fluxo de caixa operacional da companhia. A relação VF/LAJIDA é utilizada para determinar quantos anos seriam necessários para pagar o investimento do valor da empresa se todo o fluxo de caixa operacional estivesse disponível para isto.

Liquidez Corrente - Relação entre o ativo circulante e o passivo circulante apurados em cada exercício. Para cada R$1,00 de dívidas correntes (curto prazo), quanto à empresa mantém em ativos da mesma maturidade. Reflete a capacidade de pagamento no curto prazo. Isto é, quanto maior o valor do indicador, o ativo se torna mais atraente.

PSR - Price Sales Ratio. Valor de mercado da empresa dividido pela receita operacional líquida ou preço da ação dividido pela receita líquida por ação. Qualquer valor abaixo de um é considerado interessante. Porém, há que se notar quando a receita líquida da empresa possui um valor considerado baixo, consequentemente o PSR também será baixo. Neste caso, este indicador pode não ser relevante para uma análise do ativo.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Frontier Markets

Frontier Markets é um termo econômico que foi implementado no início da década de 1990 para descrever um subconjunto dos mercados emergentes. Nestes mercados já há investimento estrangeiro, porém as empresas possuem baixa capitalização de mercado e liquidez comparando-se aos mercados emergentes mais desenvolvidos. Investidores destes mercados acionários buscam altos retornos a longo prazo e baixa correlação com outros mercados. Alguns países como Bangladesh, Botsuana, Bulgária, Croácia, Equador, Estônia, Gana, Jamaica, Quênia, Arábia Saudita, Letônia, Lituânia, Nigéria, Panamá, Romênia, Catar, Tunísia, Ucrânia entre outros fazem parte deste mercado.

Comento sobre este mercado neste post devido a reportagem principal do periódico norte americano Barrons desta semana, o qual destaca o momento propício para investir em alguns países da África subsaariana. Os tópicos apresentados como relevantes no momento indicando um momento interessante para os mercados acionários daquele continente incluem o crescimento substancial (5% a 8% ao ano) da economia de alguns países como Nigéria e Gana, os recursos naturais disponíveis que são produzidos e exportados atualmente para o mercado chinês, o aumento da renda bruta per capita em 53% de 2000 a 2008, entre outros fatores positivos.

Como fatores negativos destacam-se a opinião da Câmara de Comércio norte americana que revela o continente como ainda não propício para investimentos devido à corrupção, falta de comprometimento as leis, governos instáveis, infra-estrutura inadequada, entre outros. Como fatores negativos específicos dos mercados acionários enfatizam-se o baixo valor de mercado das empresas, a dependência das commodities relacionada ao mercado da China e a baixa liquidez.

Na própria reportagem é feita algumas comparações entre Brasil e Nigéria como as questões do Petróleo ser estatal, assim como algumas empresas de telecomunicações e o forte crescimento na economia nos últimos anos.

O que faz sentido para uma reportagem assim é o fato de classificar estes países como os BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) de vinte anos atrás, onde se encontravam com dificuldades similares (guardadas as devidas proporções) aos atuais africanos no momento como os problemas econômicos, políticos, de infra-estrutura,... etc.
Apesar de a reportagem ser extremamente interessante por ser um assunto novo e que pode vir a se tornar tendência mundial em alguns anos, citando até alguns meios para se investir em empresas daquela região como fundos de investimento ou ETF's (Exchange Trade Funds), faltaram informações básicas e extremamente relevantes como indicadores econômicos (Taxas de Juros e Inflação) e processos presidenciáveis, pois muitos se encontram há anos nos cargos.

Para quem tem interesse em ler a reportagem completa segue o link da Barrons direto a reportagem:
http://online.barrons.com/article/SB50001424052970204876804575393250733995816.html?mod=BOL_hpp_emr#articleTabs_panel_article%3D1

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Rentabilidade dos mercados acionários pelo mundo

Fim de mais uma segunda feira nos mercados acionários mundiais e quase fim do mês de julho. Até aqui, devido ao cenário de incertezas e da aproximação dos países em um mundo globalizado, as Bolsas pelo mundo apresentam em sua maioria performances negativas. Para fazer uma comparação mais apurada, colocarei abaixo os rendimentos de diversos índices no ano e seus respectivos resultados em dólar.

Américas:


Índice / No ano / Em dólar
Dow Jones / 0,93% / 0,93%
SP500 / -0,01% / -0,01%
Nasdaq / 1,20% / 1,20%
Mexico IPC / 2,61% / 5,87%
Ibovespa / -3,13% / -4,46%
Europa:

Índice / No ano / Em dólar

FTSE 100 / -1,14% / -5,18%
CAC 40 / -7,63% / -16,28%
DAX / 3,97% / -5,77%
IBEX 35 / -12,00% / -20,25%
AEX / 0,74% / -8,70%
Swiss Market / -5,29% / -6,59%
OMX Stockholm 30 / 11,32% / 9,24%

Ásia:

Índice / No ano / Em dólar

Nikkei / -9,89% / -3,50%
Hang Seng / -4,72% / -4,87%
S&P ASX 200/ -7,89% / -7,47%

Como conclusão sobre os dados acima, é possível fazer uma analogia para entender o por que de alguns países estarem performando de forma superior a outros.

Nas Américas, destaque para a Bolsa eletrônica Nasdaq e para o índice mexicano IPC. A Nasdaq possui uma rentabilidade positiva no mês de julho de 3,3% devido aos resultados das empresas de tecnologia estarem sendo satisfatórios nesse período (2T10) o que proporcionou um ganho no ano de 1,2% para o índice.
O índice mexicano surpreende de forma positiva os investidores em geral e as recomendações sobre a Bolsa daquele país aumentam de forma significativa devido a recuperação econômica do país visto pelos últimos dois PIB's trimestrais divulgados e pelo recente empréstimo do Banco Mundial para o desenvolvimento em infra estrutura. Não a toa e de acordo com expectativas futuras, encontra-se com a segunda melhor performance (dolarizados) dos quinze índices de Bolsas citadas acima, embora o fluxo de dinheiro no IPC não seja grande (cerca de 5 vezes menor que o Ibovespa) . Vale ressaltar que o PIB mexicano contraiu-se 6,5% em 2009, comparável a crise do Peso em 1995. Uma recuperação da economia norte americana também conduz boas perspectivas para a economia mexicana visto a forte dependência das exportações para os EUA.
Já no Ibovespa, como não poderia deixar passar em branco, cito a Petrobras como a principal responsável pelo mau desempenho do índice no ano. A empresa que detém quase 11,5% na participação do índice brasileiro principal, através dos dois tipos de ações (Preferencial e Ordinária), apresenta no ano uma queda de aproximadamente 23%.

Na Europa, apesar do índice alemão DAX apresentar uma rentabilidade positiva no ano, em dólar o mesmo índice apresenta performance negativa de 5,8%. Isso ocorre devido a desvalorização do Euro frente ao Dólar, o que é possível notar também o porque dos fracos desempenhos dos outros países da zona do Euro como Reino Unido, França e principalmente Espanha. Esta última além do fator já citado, preocupa o fato do desemprego oficial estar em torno dos 20% o que afeta os resultados ainda mais além da desvalorização de sua moeda corrente.
Pelo campo positivo, reinam absolutamente tranquilos, em comparação com os mercados acionários citados anteriormente, os investidores da índice nórdico (OMX Stockholm 30). As empresas com maior destaque e liquidez são: Ericsson, SwedBank, Volvo e Sandvik.

Pelo lado ásiatico, fica como destaque o índice Nikkei e a recuperação da moeda japonesa (yen) frente ao dólar norte americano, no ano. O índice do mercado acionário vem em forte declínio desde o início da década de 90, tentando uma recuperação sem sucesso entre 2004 e 2008. Já o mercado acionário Chinês, através de seu índice SEC (Shanghai Stock Exchange) apresenta uma rentabilidade no ano negativa de 21,3%, principalmente em relação as dúvidas à continuidade da forte expansão do PIB e projeções de crescimento de setores da economia.

domingo, 18 de julho de 2010

Títulos Públicos

Alocação de Recursos significa nada mais que diversificação do portfólio de investimentos de acordo com o lema: "obter o maior retorno, através do menor risco". Nesta diversificação utilizam-se diversas alternativas como Ações, Títulos Públicos e/ou Privados, Dinheiro (leia-se moeda nacional ou internacional), Imóveis e/ou Fundos Imobiliários, Commodities e outros investimentos alternativos como Hedge Funds, Private Equity, Venture Capital,.....

Neste post, especificamente, comento sobre Títulos Públicos, que são a forma do Governo Federal captar recursos financeiros para investimentos em infra-estrutura, educação, saúde etc,... e para o financiamento da dívida pública.

E por que alocar parte dos recursos em Títulos Públicos? Na verdade, estes títulos além de ser uma forma de diversificação do portfólio de investimentos podem proporcionar rentabilidades superiores a outros investimentos de Renda fixa como o CDB e Poupança.

As características dos Títulos Públicos são variadas conforme apresentação abaixo:
LTN (Letras do Tesouro Nacional): Títulos com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra, ou seja, no momento do investimento, sabe-se qual será o valor final. A forma de pagamento é no vencimento do título.
LFT (Letras Financeiras do Tesouro): Títulos com rentabilidade diária vinculada a taxa de juros básica brasileira. A forma de pagamento é no vencimento.
NTN-C (Notas do Tesouro Nacional - série C): Títulos com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), acrescida de juros definidos no momento da compra. A forma de pagamento ocorre de forma semestral (juros) e no vencimento (principal).
NTN-B (Notas do Tesouro Nacional - série B): Título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), acrescido de juros no momento da compra. A forma de pagamento ocorre de forma semestral (juros) e no vencimento (principal).
NTN-B Principal (Notas do Tesouro Nacional - série B): Se difere do título acima apenas na forma de pagamento onde não há pagamento semestral de juros e sim, apenas no vencimento (principal).
NTN-F (Notas do Tesouro Nacional - série F): Título com rentabilidade prefixada, definida no momento da compra. A forma de pagamento ocorre de forma semestral (juros) e no vencimento (principal).

Referente aos custos, além do valor pago pelo Título, A CBLC (Cia. Brasileira de Liquidação e Custódia) cobra uma taxa de custódia de 0,4% ao ano sobre o valor da compra referente aos serviços de guarda e movimentação dos títulos pelos investidores. Outra taxa a ser cobrada pela compra e "manutenção" dos títulos é feita pelo Banco ou Corretora. As taxas destes últimos variam de 0 (zero) a 4,0% ao ano. Caso tenha interesse, segue o link dos agentes de custódia integrados e/ou habilitados e suas respectivas taxas referentes ao Tesouro Direto. http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/agentes_integrados.asp

Em relação ao Imposto de Renda a ser cobrado pelos Títulos, é imputado o imposto regressivo, ou seja, o mesmo utilizado para os fundos de Renda Fixa. Isso significa que para o investidor o melhor a fazer é permanecer com o título sob sua guarda até no mínimo 720 dias ou quase 2 anos. Além de oferecer essa vantagem aos detentores de títulos mais longos, o tesouro Direto oferece também melhores taxas para prazos mais longos. Atualmente os títulos que oferecem melhores rentabilidades são as NTN-F ou LTN.

Caso tenha mais dúvidas sobre essa modalidade de aplicação, segue o link do Tesouro Direto: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto/

Alguns outros comentaristas mais conhecidos de investimentos estão sempre abordando o tema Títulos Públicos. Dentre eles, recomendo o link do Mauro Halfeld: http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/mauro-halfeld/MAURO-HALFELD.htm ou o Blog do Gustavo Cerbasi: http://portalexame.abril.com.br/rede-de-blogs/blog-do-cerbasi/

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Fórmulas Fundamentalistas

Muitos investidores fundamentalistas têm sua própria maneira de investir, porém alguns aspectos se encaixam de uma forma mais adequada a cada perfil. Neste post, comentarei sobre dois ícones que inspiram muitos outros investidores em valor do mercado acionário: Joel Greenblatt e sua fórmula mágica e Benjamim Graham para investidores defensivos

Joel Greenblatt apresenta em seu livro "The Little Book that beats the market" seu método de investimento: Magic Formula ou Fórmula Mágica. Nesta fórmula ele mostra como comprar uma boa empresa a um preço satisfatório seguindo um critério pré-estabelecido e simples através de um ranking formado após a utilização dos indicadores Preço/Lucro e ROE (Return on Equity ou Rentabilidade sobre o Patrimônio Líquido) das empresas listadas em Bolsa. Para isso, é necessária a criação de três listas/colunas. Na primeira colocam-se as empresas com P/L menor para o maior. Na segunda, imputa-se o ROE no sentido do maior para o menor e na terceira chega-se ao resultado após a soma das posições das empresas. Neste caso, a melhor alternativa é a empresa que apresenta menor valor na soma. Greenblatt também propõem que o investidor forme uma carteira baseada na fórmula mágica com cerca de doze ações, comprando três a cada trimestre e delas faça um rodízio anual. Abaixo, apresento de uma forma melhor visualizada. Apenas para elucidar este conceito, irei utilizar as cinco empresas que possuem maior percentual no Índice Bovespa na atualidade.

Coluna 1 - P/L
PETR4 - 7,8 - 1
BBDC4 - 13,2 -2
ITUB4 - 15,0 -3
VALE5 - 20,6 - 4
BVMF3 - 25,5 - 5
Coluna 2 - ROE
ITUB4 - 21,3% -1
PETR4 - 18,1% - 2
BBDC4 - 19,5% - 3
VALE5 - 10,0% - 4
BVMF3 - 4,7% - 5

Coluna 3 - Resultado
PETR4 - 1+2=3
ITUB4 - 3+1=4
BBDC4 - 2+3=5
VALE5 - 4+4=8
BVMF3 -5+5=10

Portanto, para Greenblatt, através de sua Fórmula Mágica a melhor alternativa de investimento seria a Petrobras (PETR4).
Há um link bem interessante que apresenta um estudo um pouco mais completo dos últimos anos sobre os resultados apresentados seguindo este método versus os mercados acionários.
http://www.fundamentus.com.br/arquivos/greenblatt.pdf


Ben Graham descreve no livro "O Investidor Inteligente" algumas condições que o investidor defensivo deve analisar para a escolha de ações como: Tamanho adequado da empresa; Uma condição financeira suficientemente forte; Estabilidade de lucros; Histórico de dividendos; Crescimento dos lucros; Razão preço/lucro moderado; Razão preço/ativos moderada. Nesta última, o investidor analisa que "o preço atual da ação não deveria ser mais do que 1,5 vez o último valor contábil divulgado. No entanto, um múltiplo de lucros inferior a 15 poderia justificar um múltiplo de ativos correspondentemente maior. Como uma regra de bolso, sugerimos que o produto do múltiplo não deva exceder 22,5."
Para exemplificar melhor esta conta, apresento abaixo os mesmos ativos que utilizei na fórmula acima.

Ação - P/L - P/VPA - Produto
PETR4 / 7,8 * 1,4 = 10,9
BVMF3 / 25,5 * 1,2 = 30,6
BBDC4 / 13,2 * 2,6 = 33,7
VALE5 / 20,6 * 2,1 = 42,2
ITUB4 / 15,0 * 3,2 = 48,1

Portanto, para Graham, a única alternativa de investimento nesse momento seria Petrobras (PETR4). Neste caso, é fácil verificar que seguindo as duas lógicas dos investidores, Petrobras seria a melhor escolha. Nota-se também a disparidade dos interesses sobre ITUB4.

De forma óbvia estas são idéias interessantes e estudadas que ao longo do tempo se mostraram eficientes, cada uma de acordo com sua lógica, e que foram adotadas pelos investidores. Acredito ser válido estes dois pontos implementados, porém como uma forma inicial de "peneirar" os investimentos em ações. Há também diversos outros fatores que devem ser levados em consideração como os indicadores PSR, as Margens de cada empresa, as respectivas dívidas, crescimento anual, perspectivas do setor e administração da empresa.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Indicadores por setor - Atualização



Apenas como atualização de indicadores é possível ter uma noção mais direta sobre o momento atual das empresas e de suas pares. Neste post comento sobre este momento e destaco as melhores empresas de cada setor, segundo seus respectivos indicadores.
Construção Civil: A visão sobre este setor não se modificou das últimas considerações feitas neste mesmo Blog. A continuidade da expansão dos resultados das empresas e do momento vivido pelo setor no Brasil é claramente visualizado, principalmente nos grandes centros. Há, por outro lado, os que consideram que uma grande bolha especulativa vem sendo construída ao longo dos últimos meses. A alta da taxa de juros no país aliado a adoção ao padrão IFRS de contabilidade são os riscos mais iminentes no momento às empresas deste setor.
Como indicadores atuais visualizados na tabela, Eztec e Helbor continuam como os destaques positivos do setor. Baixos P/L, P/VP, P/EBIT, PSR são dados atuais das empresas que chamam atenção, da mesma forma como a Margem Líquida de Eztec que continua a ser um diferencial para a empresa. É possível, também, destacar de forma positiva no momento Even, Cyrela e Tecnisa.
PDG Realty e Gafisa podem ser boas alternativas em um futuro próximo devido as recentes incorporações de Agre e Tenda, respectivamente, porém no momento atual há outras alternativas mais interessantes como as destacadas acima.
Siderurgia: Com indicadores não muito atraentes no momento como P/L, PSR, DY e ROE, os investidores em valor das empresas deste setor vem sofrendo com a instabilidade dos mercados e aguardam os próximos resultados, principalmente após os reajustes de preços do minério. Pelo lado negativo fica a divulgação recente da diminuição do crescimento da China de 0,3% no mês de Abril, abaixo das expectativas de 1,7%, o que pode refletir diretamente nos resultados futuros das empresas exportadoras de minério.
Consumo: O setor que apresenta os indicadores mais elevados dentro dos quatro analisados neste post. Como destaques positivos no momento, cito Souza Cruz e Pão de Açucar. A primeira principalmente pelo seu bom histórico de pagamento de dividendos. Já a segunda por além de apresentar indicadores interessantes como PSR e Giro de Ativos, cria uma expectativa maior entre os investidores pela fusão com a Casas Bahia.
Medicamentos: Um setor que vem se expandindo nos últimos meses por fusões e aquisições. No momento atual, segundo tabela acima, o destaque fica por conta da Cremer pelo alto ROE e por seu alto DY devido não apenas a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio, mas também as restituições de capital da empresa.
Todos os indicadores foram retirados do site www.fundamentus.com.br ao final do pregão de 7/7/10.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Resultados Financeiros

Fim do primeiro semestre de 2010 e início da expectativa sobre a apresentação de resultados das empresas de capital aberto sobre o trimestre que passou. O que esperar dos resultados desse segundo período do ano? Muitas vezes difícil de mensurar até pelos analistas que cobrem as empresas no dia a dia pelas diversas variações que ocorreram ao longo dos últimos três meses. Nesse post, especificamente, irei comentar sobre o resultado financeiro de três empresas: B2W (BTOW3), Fertilizantes Heringer (FHER3) e Minerva (BEEF3). Por que a escolha dessas três empresas? Pelo simples fato dos resultados financeiros apresentados nos últimos períodos terem sido, digamos, desastrosos para o resultado final de cada companhia, impactando nos indicadores e consequentemente nas cotações de suas respectivas ações.

B2W (BTOW3):
Período / Resultado Financeiro / Lucro Líquido

1T09 R$ (-61.761) R$ 8.034
2T09 R$ (-66.285) R$ 13.739
3T09 R$ (-61.846) R$ 13.481
4T09 R$ (-95.848) R$ 12.355
1T10 R$ (-65.849) R$ 4.209

Segundo a empresa em sua última apresentação de resultados, a despesa financeira da companhia é composta de Juros e Correções Monetárias sobre Empréstimos e Financiamentos, custo de Desconto de Recebíveis, Impostos sobre Transações Financeiras e outras despesas. Um tanto quanto imcompreensível é o modo da empresa apresentar como eficiência uma melhora do resultado do 1T10 sobre o resultado do 4T09. De fato, o resultado foi menos pior e não melhor como segue na apresentação.
Pelo lado positivo, pode-se observar, segundo o ITR (Informações Trimestrais) apresentado no site da BMFBovespa, na Demonstração do Fluxo de Caixa Consolidado, que as Receitas Financeiras aumentaram 80%, enquanto que as despesas tiveram um aumento de 32% em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Pelo lado negativo, no mesmo período indicado acima, destaca-se o aumento de 125% nos custos dos descontos de recebíveis.
É preciso notar, também, que a dívida líquida da companhia encerrou o 1T10 em R$704,4 milhões ante R$520,5 no trimestre anterior, ou seja, um aumento de 35%.


Fertilizantes Heringer (FHER3):
Período / Resultado Financeiro / Lucro Líquido

1T09 R$ 6.561 R$ 4.869
2T09 R$ 116.435 R$ 60.071
3T09 R$ 1.013 R$ 29.768
4T09 R$ (-12.079) R$ (-35.200)
1T10 R$ (-28.643) R$ (-18.711)

Diferentemente da B2W, a Fertilizantes Heringer apresenta resultados extremamente inconstantes em cada período. O resultado do primeiro trimestre foi mais do que duplicado no campo negativo em relação ao trimestre anterior. No 1T10, devido a exposição cambial e ao aumento do dólar, o resultado financeiro foi deteriorado. O que preocupa para este próximo resultado a anunciar foi a contínua valorização do dólar no período. Neste segundo trimestre do ano, a moeda norte americana valorizou-se 2% ante o Real.
No primeiro trimestre do ano as Receitas Financeiras subiram 38%, enquanto que as Despesas 139%. A continuar neste ritmo, e o dólar valorizando-se, não se vê perspectivas interessantes na empresa, pelo menos a curto prazo no que tange aos resultados financeiros.
Ao final do primeiro período de 2010, a Dívida Líquida da companhia se encontrava próxima a R$ 467 milhões e a Dívida Bruta/Patrimonio Líquido em mais de 2 vezes. A liquidez corrente em 0,74 também indica que a empresa pode ter dificuldades de pagamento nas dívidas de curto prazo.

Minerva (BEEF3):
Período / Resultado Financeiro / Lucro Líquido

1T09 R$ (-34.774) R$ 0.964
2T09 R$ 24.732 R$ 56.899
3T09 R$ (-32.249) R$ 5.949
4T09 R$ (-25.488) R$ 17.540
1T10 R$ (-64.578) R$ (-23.155)

Os resultados financeiros desta companhia também não são nada animadores. Como é possível verificar, houve um aumento de 153% na deterioração do resultado do 1T10 ante o período anterior. Segundo a empresa, este resultado foi crescente devido a exposição cambial em dólar, despesas não recorrentes relacionadas a emissão de notes e despesas adicionais relacionadas à amortização antecipada das dívidas de curto e médio prazo. As Receitas Financeiras no período ante o trimestre anterior aumentaram 66%, enquanto as Despesas aumentaram 131%.
O que pode proporcionar novamente impacto negativo para este próximo resultado é outra vez a valorização da moeda norte americana, visto que 75,4% dos emprestimos estão indexados em moedas estrangeiras.
O que pode modificar este panorama é modificação do Diretor Financeiro da empresa que iniciou suas atividades em Maio.
Ao final do primeiro período de 2010, a Dívida Líquida encontrava-se em R$882,5 milhões. A Dívida Bruta/Patrimônio encontrava-se em 2,68.


Com os dados e constatações acima, pode-se verificar a inconstância destas empresas no que tange aos seus respectivos resultados financeiros e o impacto deles no lucro líquido final. Portanto, o que resta aos investidores no momento é aguardar os resultados do próximo período e verificar a capacidade de mudança ou continuísmo de maus resultados financeiros e o impacto que isso trará as suas respectivas ações.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Entrevista: Arnaldo Waissmann

Como este blogueiro é curioso e gosta de escutar e entender a forma como trabalham outros investidores, e para aproveitar o ensejo, darei prosseguimento a seção Entrevistas deste Blog. Neste post, conversarei com Arnaldo Waissmann. O convidado é conhecedor do mercado nacional e internacional, atua nas áreas de renda fixa e variável. Como trader, opera no mercado de ações utilizando apenas Análise Técnica. Arnaldo Waissmann é Engenheiro Mecânico e Engenheiro da Qualidade, tem dez anos no mercado financeiro e nos últimos oito está no mercado de ações.

Particularmente optei pela entrevista com Arnaldo por ser um trader extremamente organizado em suas operações e por sua experiência de mercado, fatos que tornaram o papo mais interessante e agregador para quem atua neste mercado.

Blog SempreInvestir: Quando e por quê iniciou no mercado de ações utilizando análise técnica?
Arnaldo: "Sempre utilizei gráficos em minha vida, seja para medir/controlar meu patrimônio, coisa que faço desde 1982, seja para controlar peso corporal e etc.
Assim, há cerca de 15 anos comecei a refinar minhas técnicas gráficas, uma vez que minha formação impôs profundos estudos estatísticos.
Por mais simples que meus gráficos (destinados ao mercado de ações) eram no início, percebi que eles começavam a se movimentar antes que uma notícia ou justificativa determinassem este comportamento. Pouco tempo depois aparecia um balanço, uma fusão, uma venda, renegociação,...ou algo que estava definitivamente ligado ao movimento gráfico que percebia com alguma antecedência. No mínimo não precisava ficar esperando o jornal do dia seguinte ou procurando uma notícia na net.
Fiz alguns cursos, mas percebi que com os conhecimentos obtidos em minha formação precisavam e poderiam montar um modelo, foi o que fiz. Apliquei, refinei, apliquei de novo, refinei,...e hoje aplico a metodologia com rigidez."

Blog: O que acredita ser essencial para se ter sucesso na análise técnica?
Arnaldo: "Se você quer atuar na análise técnica, atue na análise técnica, não misture as coisas, não misture com fundamentos, com as famosas dicas do mercado, opiniões diversas, sentimentos,...Costumo dizer que o homem que tem dóis relógios, não sabe que horas são. Outro dia, um trader, meu conhecido, que havia ganho uma certa quantidade de dinheiro, me justificou a operação baseado "em algo que veio do seu estômago, veio de dentro"...bem como o meu estômago não pensa e eu sei bem o que dele sai, prefiro usar meu método e minha cabeça.
O que se pode observar é o cenário como um todo, mas para entender os movimentos, nunca para antecipá-los.
Obviamente, não desprezo outros métodos, mas este é o método que atuo e aconselho a outras pessoas, pois para mim foi o mais "performante". Inclusive, tenho ajudado vários conhecidos, mostrando-lhes onde há bons sinais e aonde há maiores incertezas."

Blog: Em um contexto geral, como vê o cenário atual do Ibovespa?
Arnaldo: "O Ibovespa está numa fase de transição, mas com certeza teremos boas novas neste ano e principalmente nos próximos. Lógico que teremos momentos ruins...que servirão para alavancarmos nossos ganhos, daí mais uma importância da AT, ou seja, identificar estes fundos ou momentos de maior baixa."

Arnaldo, o Blog SempreInvestir lhe agradece pela participação.

Em breve, este Blog espera contribuir com outros convidados e com assuntos diversos neste espaço. E, o interessante deste bate papo acima é notar que, assim como na Entrevista com Didi Aguiar neste mesmo Blog, o perfil, a história, e os objetivos de cada investidor se mostram diferentes, apresentando a "tal" psicologia de massa que movimentam os mercados, o que acaba por tornar a Bolsa de Valores um lugar cada vez mais atraente, pelo menos para este blogueiro.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O mercado de ações no mundo globalizado

O mercado de ações cada vez mais globalizado sugere o acompanhamento de diversos índices mundo afora frequentemente, para não dizer minuto a minuto. Além dos índices costumeiros a acompanhar como o DAX (Alemanha), CAC-40 (França), FTSE 100 (Reino Unido), Dow Jones e SP500 (EUA), SSE (China) e Nikkei 225 (Japão) há outros índices que foram se inserindo nesse mercado devido a importância de cada no contexto do mundo globalizado. Índices constituídos por uma variedade de países, de empresas, commodities, entre outras alternativas de investimento foram lançados no mercado para criar atrativos e diversificação ao investidor. Os famosos ETF's, fundos de índice, são os principais "patrocinadores" que proporcionam em grande parte esse momento.

Dentre os índices de maior importância no cenário internacional atual é possível selecionar alguns como: CRB Commodities Index, MSCI ACWI (All Country World Index) Index Fund, MSCI Frontier Markets Indices, MSCI EAFE (European, Australasian, and Far Eastern markets) Index Fund e EEM - MSCI Emerging Markets Index Fund.
Junto a estes, o acompanhamento da cotação do Ouro e do Brent Crude Oil, individualmente cada, também se tornou uma necessidade no panorama atual.

CRB Commoditie Index: Os componentes do Reuters CRB estão divididos por subgrupos onde a maior participação (23,5%) fica com os chamados Softs (Açucar, Cacau, Café e Suco de Laranja). Posteriormente com 17,6% ficam os subgrupos de Energia (Crude Oil, Heating Oil e Gás Natural), Grãos (Trigo, Milho e Soja), e Metais Preciosos (Ouro, Prata e Platina). Por fim, com participação de 11,8% estão os subgrupos Industriais (Cobre a Algodão) e Carnes (Boi Gordo e Porco).

MSCI ACWI: Como o próprio nome já diz anteriormente, este é um fundo de índice que acompanha empresas de diversos países pelo mundo. EUA (43,5%), Japão (9,0%), Reino Unido (8,2%) e Canadá (4,6%) são os países que possuem maior posição no portfólio. O Brasil se encontra na décima colocação com uma participação de 1,9%. Os setores predominantes neste ETF são: Financeiro (20,8%), Tecnologia da Informação (12,4%), Energia (10,8%0 e Industriais (10,0%).
Em 2009, o ETF apresentou retorno positivo de 34,6%

MSCI Frontier Markets Indices: Um índice que acompanha empresas de 26 países que são considerados de pequeno a médio porte no cenário econômico internacional e portanto possuem uma relevância menor. Estão abaixo dos considerados emergentes e que postulam cargo a serem considerados como tal caso haja melhorias na economia local. Figuram nesta lista países como Argentina, Bulgária, Croácia, Romênia, Ucrânia, Kenya, Nigéria, Tunísia, Líbano, Catar e Vietnam.

MSCI EAFE: Outro fundo de índice considerado de grande relevância no contexto do mercado internacional. Japão (23,2%), Reino Unido (20,8%), França (9,3%) e Austrália (8,3%) são os países que possuem maior participação no portfólio. Os setores predominantes neste ETF são: Financeiro (24,4%), Industriais (12,2%) e Consumo de Alimentos Básicos (10,1%). Em 2009, este fundo de índice apresentou retorno positivo de 31,8%.

MSCI Emerging Markets Index Fund: Este fundo de índice representa os chamados países emergentes. A participação atual de seu portfólio é constituída pelas empresas representadas por seu respectivo país como China (18,8%), Brasil (15,4%), Coréia do Sul (13,0%), Taiwan (10,6%) e África do Sul (8,2%). Curiosamente, apenas atrás desses países é que figuram Índia e Rússia. Os setores Financeiro (24,4%), Energia (14,6%) e Tecnologia da Informação (14,4%) são os que possuem maior participação neste ETF. Desde a criação desse fundo de índice em Julho de 2003, o mesmo apresenta retorno médio anual de 22,5%. Dentre as empresas brasileiras que estão inseridas neste fundo, Petrobras, Vale, Itau-Unibanco, Bradesco e Ambev são as que possuem maior participação.